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Categoria: Contos da Ká

A vida bagunçada e o casamento

Casamento. Só de falar, minha barriga dá um nó sabe? Faltam apenas 15 dias para dizer o sim mais que especial. Tremedeira, obsessão por sair como o planejado, insonia, uns quilos a mais, outros menos, brigas, dor de cabeça. Tudo isso, é pré casamento. Eu imaginei que fosse ser fácil, mas conforme os dias passam e o NOSSO dia 11 se aproxima, eu fico mais psicopata.

Não contratei assessoria, somente para o dia, e estou penando super para correr atrás de muitas coisas como, mimos, cores. Eu nunca sonhei entrando na igreja toda de branco, confesso! Mas com ele, com ele foi diferente! Eu consigo sentir um frio imenso na barriga só de imaginar a minha entrada, o olhar dele, a família, que louco!

Com tudo isso de organizar casamento, correr atrás de detalhes que eu nem sabia que precisava como embalagem dos doces, e mais a mudança, eu me atropelei com muita coisa e acabei abandonando o que eu mais amo, o meu blog. Um dos meus projetos maiores de 2017 depois do casamento, tocar meu blog novamente!

Isso é um desabafo de uma noiva psicopata e detalhista, e de uma blogueira apaixonada. Não compartilhei com vocês porque isso merece um vídeo, mas estou montando um escritório onde vou voltar a gravar vídeos no youtube. Mas com a mudança de casa e esse montante de coisas para resolver/fazer, estou montando aos poucos, mas garanto muitas coisas maravigolds!

Eu juro que em breve voltaremos com tudo! Com cenário novo, novas ideias, ótima qualidade de vídeos, dedicação, e muita zoeira. Mas agora quero aproveitar cada segundinho dessa correria do casamento, porque isso vai passar, e só vão restar as fotinhas e muitas saudades!! 🙂 

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Um café e um adeus.

Eu não queria que esse fosse mais um dos meus posts melosos e sentimentais, mas acredito que existam temas que precisam ser dissertados, é libertador. 

Com a vida de ponta à cabeça, e  o coração pedaços, eu estava lá novamente, naquele aeroporto. Dessa vez não tinha amigos, não tinha plaquinhas de boas vindas, não tinha presenças, estava sozinha. Eu, e a minha coragem de colocar um fim naquela vida que me atormentava.

Eu acho que nunca cheguei a falar pra vocês porque somente hoje compreendi o que é amor correspondido (tema para um outro post, só que bem mais meloso), mas o pior da vida, é amar sozinha. Depositar amor, e criar estruturas firmadas em areia, sozinha. Que a solidão dói, isso já sabemos bem. Mas não existe coisa mais dolorida que se sentir sozinho mesmo com alguém ao seu lado. Pior tormento.

Presa no trânsito. Chuva. A Dutra estava intransitável. O que mexia ainda mais meu estomago. Estava cada vez mais perto do que intitulei libertação da alma. Senti medo. Mas quem não? “Você não se ama? Não tem amor próprio?” Eram as perguntas que me engasgavam no trajeto. Que vergonha! Falta de coragem. 

Peguei o celular para tentar disfarçar a ansiedade enquanto o taxista tentava puxar assunto com a “turista” recém chegada de Fortaleza. Entre uma dessas postagens cotidianas de facebook, uma mudou o rumo dos meus pensamentos e decisões. Estava lá, a frase que eu precisava ler…

“Existe uma linha sutil entre adaptação e apego.”

“Senhor taxista por favor, pra cafeteria mais próxima”. E foi lá que eu dialoguei comigo mesma sobre essa frase. Foi como se tivesse sido atropelada por um trem bala de sentimentos. Que horror! Um cappuccino machiatto com o dobro de canela por favor.

Porque estou nervosa? Porque tenho medo? Estou adaptada? Ou apegada? Eu estava adaptada! E não, não era bom. Era hora do ponto final. Era hora do adeus. Uma palavra forte, e necessária por muitas vezes na libertação da alma. As vezes precisamos deixar certas coisas que nos fazem mal, ou que nos prejudicaram, irem embora. Pra sempre!

Foi doloroso, porém libertador. Aprendi a dar adeus as coisas, e pessoas, é desapagar um pouco de nós mesmos. É deixar ir embora alguma coisa que por alguma razão, ja não se encaixa mais em nossa vida. Aprendi que dizer adeus, é aprender a viver com o que restou dentro de nós, e dali, se reinventar, se montar inteiro, e criar alicerces com o que ficou. Te garanto uma maturidade quase quarentona se conseguir se reinventar depois de se quebrar em uma queda de 40m livres. 

Não se sinta fracassado por ter que dar um adeus. E se as pessoas perguntarem o porque não deu certo, convide-as para um café, e explique que assim como bons livros, relacionamentos tem capítulos que se iniciam, e acabam! E se ela insistir, peça com o dobro de canela, e explique que assim como grandes jogadores de futebol que reconhecem seu momento natural de declínio, e sabem dizer adeus dos campos antes de manchar história encantadora e vitoriosa por teimosia, você disse adeus.

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Se ferrar faz parte da vida, e você não é a mulher maravilha

Antes de mais nada quero deixar bem claro, que tudo que contém nesse texto são opiniões minhas, dona desse blog, tá bem?

O Título pode parecer confuso, pois fala de duas coisas completamente diferentes. Mas, como estou um pouco engasgada, vou explicar aqui os dois, sem neuras, e da melhor forma que eu conseguir, certo?

O ano mal começou e eu já passei por uma situação que jamais tinha passado na vida. Já tinha sido até protagonista de outros filmes, mas jamais tinha escrito o roteiro. Situação essa que foi tão chata, mas tão chata, que me roubou o sono por dois longos dias, refletindo sobre “o que é amizade”.

Mas você aí, sabe o que é amizade? Pesquisando de forma mais técnica aqui na internet, achei a seguinte definição… “Amizade é a relação afetiva entre os indivíduos. É o relacionamento que as pessoas têm de afeto e carinho por outra, que possuem um sentimento de lealdade, proteção etc”. Concorda comigo que quando você ama, e tem um afeto imensurável por alguém, também é incrível o sentimento de proteção? De não querer ver aquela pessoa sofrer? Acho que estamos quitis até então.

A única coisa que você não sabe, é justamente o título deste post “Se ferrar faz parte da vida, e você não é a mulher maravilha”. Eu tentei embora da forma errônea,  proteger uma pessoa na qual intitulei amiga. Que permiti que também fizesse parte da minha vida ativamente. O que eu não esperava era uma reação imatura, de uma pessoa que se diz adulta. Aliás, amigos não são aquelas pessoas que sentam contigo numa mesa de bar (apenas), que te a acompanha em festas badaladas. Mas amigos mesmo, são aqueles que te falam a verdade com sinceridade, embora doa bastante! Acontece que todo mundo quer sinceridade e ouvir verdades, mas nem todos são maduros o suficiente para absorver, e colher aprendizados.

O que tirou meu sono foi uma sensação horrível, e a pergunta que não parava de martelar, porque eu falei isso? Porque eu ativei meu instinto protetor? Sabe quando a gente vai fazer burrada, e a mamãe fala “filha, não faz isso que não vai dar certo”? Diga-se de passagem, que eu fui a mãe chata,  a mãe protetora. Só me ferrei! E não teve ninguém pra me ajudar!

Então entramos na primeira parte deste texto “Se ferrar faz parte da vida”. Não fiquem tão chateadas!! Por mais que amemos nossas amigas, que amam ouvir verdades, algum dia ela vai te ver como um lixo, sua opinião será um nada, você vai sair de bruxa, mentirosa, recalcada, mal amada, e invejosa. Por isso, por mais que você saiba de algo que seja tenso, como  algo que envolva “relacionamentos amorosos”, se faça de louca! Faça cara de paisagem! Deixe ela ir, errar, cair, chorar, voltar, pedir ajuda, se lamentar, aliás, se ferrar é uma coisa super normal nessa vida. Quem nunca? Principalmente quando se fala de relacionamentos.

Eu sei que vocês são quase irmãs, mas lembre-se de que quase sempre “nosso filtro não funciona”. Nem filtro, nem discernimento, nem razão, nem sabedoria, nem inteligencia. Somente a emoção. Agimos por impulso quando essa parte do cérebro está ativada, então de amiga-irmã quase gêmea siamesa, você será a vaca destruidora de relacionamentos lindos coloridos e cor de rosa.

Por mais que você tenha todas as provas possíveis e imagináveis que um juiz e um juri peça, FIQUE CALADA. Ai onde chegamos na segunda parte deste texto, e na lição não menos importante: você não é a mulher maravilha! Não amiga! Você não é a mulher maravilha! Você não tem a força de Herácles, a sabedoria de Atena, a beleza de Afrodite e nem a velocidade de Hermes. E muito menos ainda, foi treinada em todas as habilidades de luta armada e desarmada da antiga Grécia ok? Por isso, pare!

Sua opinião, sua forma de ver o mundo, mesmo tendo provas, chão, e sabedoria para concretizar isso em um conselho bacana e libertador, jamais salvará a terra sem deixar feridos e mortos em batalha. Portanto, o melhor mesmo é calar. Nós, seres humanos, temos aquele sentimento de “eu sei o que é melhor pra mim”, e por muitas situações, é isso que nos movimenta. O pior, é que absorvemos isso pra vida igual a um mantra, que de tanto repetir, passa a ser realmente verdade. Como o cigarro, que acalma alguns, mas é mega prejudicial a saúde trazendo doenças respiratórias complicadas.

Por tanto, a lição mais valiosa que eu aprendi em 2015, retorna com força total no primeiro mês do novo ano: “ninguém vale mais do que sua paz”. A paz interior, é a coisa mais importante que temos, por isso, temos que preservá-la. Sabe quando você tá vendo que ali vai dar merda? Respira, inspira, imagine um míssil em direção ao alvo com toda velocidade do mundo e lembre-se, “você não vai conseguir pará-lo, e nem tem nada haver com a situação na qual o alvo foi colocado, vai estourar com ele porque”? Deseje boa sorte e siga! Mas fique perto para juntar os cacos, afinal, são coisas de amigos, e amigos amam, e amar, nos faz fazer idiotices, como mesmo depois de ser pisados, e má interpretados, doar colo. Só abra a sua boca quando for solicitada, preserve o que ha de melhor dentro de você, paz interior.

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É preciso passar pelo sofrimento

E então você conhece alguém. Alguém que te mostrou uma visão diferente de algumas coisas. Parecia ser tudo tão perfeito, surreal. Como tudo que sonhamos inconscientemente, mas nunca acreditamos que possa acontecer um dia. Um cara dito perfeito. 

E de repente em uma cidade distante da sua, com poucos amigos, num domingo ensolarado de clima frio, o dia perfeito para como de costume ir tomar um cappuccino na melhor cafeteria da cidade. Mas o dia se transforma em nebuloso, a cidade espera uma tempestade. Vocês brigam. Ele realmente mostra quem é, quem sempre foi, e vocês terminam. Não pensa duas vezes, sai com a roupa do corpo, pega o primeiro ônibus em direção à estação de metrô mais próxima. Mas fica lá, observando o vai e vem na estação, porque saiu apressada demais e não sabia pra onde realmente deveria ir.

Esqueceu o casaco em casa, naquela chuva, naquele frio, estava sozinha na cidade cinza, no labirinto místico, onde os grafites gritavam. Embora não tivesse levado os fones, mentalmente ouvia Criolo cantar baixinho na cabeça “Não existe amor em sp”. A angustia tomava conta de si, estava realmente sozinha. Cansou de olhar, sentou em um dos bancos da estação e chorou, chorou, chorou. Pegou o trem, desceu na paulista, e foi até um dos bares que mais amava. E foi entre copos que escreveu palavras de agradecimentos ao prêmio que acabara de ganhar, e treinava  seu discurso de derrotada repetindo mentalmente “Parabéns, o prêmio de maior decepção do ano vai para mim. Parabéns por ter sido tão cega”.

E sofreu. Mas também aprendeu. O nosso coração é como um baú, pouco dura a dor que termina em lágrimas, e muito longo é o período em que o sofrimento permanece no coração. Então pra que guardar? Todos merecem passar pelo luto, pelo sofrimento, pela a dor despedaçante que rasga o peito. É com essa dor que mais aprendemos, nada é em vão. Se for preciso, grite, bata nas paredes, caia no chão chorando desesperadamente como uma atriz de novela mexicana, beba, faça cena. Isso se chama processo de esvaziamento, ou purificação. 

Não dê ouvidos às pessoas. Quase sempre elas lhe dirão que “não vale a pena, você é uma fraca, vá a alguma festa, beije alguém diferente” e coisas do tipo.  Você precisa ficar SOZINHA! Você precisa do sua purificação, se esvaziar. Carrego sempre uma frase comigo de uma trilogia que amo, Senhor dos Anéis, que diz assim “Não existe triunfo sem perda, não há vitória sem sofrimento, não há liberdade sem sacrifício”. O que me ajudou, e sempre vai percorrer muitos caminhos comigo.

A frase é de simples compreensão. Pra você ter sucesso, você precisa perder algumas coisas. Não há vitória sem sofrimento, porque sim! Você precisa sofrer para ter a vitória desejada ao final, e como prêmio supremo fazer sacríficos para ter liberdade. Viveremos de perdas, sofrimentos, e sacrifícios. É óbvio que vai existir o momento de pedir socorro, o momento de desabafar, de sair do fundo do poço. Mas antes, sofra. Fique recluso, é importante reconhecer a dor e aprender com ela, além der enfrentar ela sem atuação, sem sorrir e dizer que está bem, estando despedaçado por dentro. Deixe o sofrimento vazar pelo corpo, olhos, nariz, boca, sem pudor nenhum. Fuja do foco, não comente detalhes, não suba ao palco. Disfarçar a dor é dor ainda maior.

 Ok, tristeza não tem benefícios nenhum para a saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando nos calamos que melhor conversamos com nossos botões, com nós mesmos, com nosso interior. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza e o sofrimento acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e restaurada. Triste é não sentir nada. Lembre-se sempre que do sofrimento que emergiram os espíritos mais fortes, as personalidades mais sólidas marcadas com cicatrizes, e não importa a intensidade que você chorou, e sim o quanto essas lágrimas contribuíram para o seu amadurecimento.

É uma etapa que pode ser demorada, ou não. Mas quando estiver pronta novamente, você vai ver, que vai aparecer alguém bem melhor. Quem sabe com lindos olhos castanhos, sorriso encantador, 1,93 de altura, barbudo, com cara de mau e falando irado demais. E você vai dizer “ainda bem”! Ainda bem que sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outras pessoas. E outras coisas. E ele.

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O amor não acaba, devemos sempre recomeçar

Processed with Rookie

 

Estava eu aqui refletindo sobre tudo que aconteceu na minha vida nesses últimos meses. E hoje posso dizer que me sinto forte para falar sobre isso sem lágrima nos olhos, sem que meu coração arda. Aliás, se reconstruir, se reinventar, é preciso.

Alguns anos da minha vida foram dedicados à uma pessoa muito especial, no qual aceitei o pedido de casamento. Era um amor tão real, tão puro, tão intenso, daqueles amores que a gente acha que vai ser pra sempre sabe? Pois é, sinto informar que nada é pra sempre, e que o pra sempre, sempre acaba!

Tive bons momentos, momentos inesquecíveis, nos quais aprendi, e amadureci. Tanto espiritualmente, como mentalmente. O amor amadurece sim, sabe? Leva um tempinho, é quase como um trabalho pesado, e exige tempo e força, mas amadurece. E com ele nós também amadurecemos, criamos outra forma, despertamos outros gostos e desejos que nem sabíamos que existia, mas mesmo assim, amadurece. E fica tudo-mais-gostoso, de fato… Porque a gente se descobre de novo, porque a gente começa a viver de novo e principalmente a enxergar de novo. Só que tudo mais bonito, mais claro, mais vivo. Uma hora o amor amadurece. É simples, todos vão passar por isso um dia.

Hoje fiquei me questionando: onde se encontra todo amor que um dia eu dei? Ele está aqui! Isso mesmo! No mesmo canto, mas não do mesmo jeito. Li um texto da Martha Medeiros que me fez refletir muito no amor, e nas suas questões complicadas. Depois que ele terminou comigo, passei três dias chorando direto. Não dormia, comia demais e engordei quatro quilos, e só pensava em chorar. A sensação era de “eu fiz pouco demais por nós dois”. Pelo contrário, usei tudo que estava ao meu alcance para que essa história tivesse um final feliz.

Você deve ter ficado chocado com o título né? “Mas como assim o amor não acaba”? Não, o amor não acaba! Nós que mudamos nosso ponto de vista, mudamos a forma que compreendemos, encaramos, e enxergamos o mundo. As pessoas não vão mudar a sua essência, mas mudam muito os sonhos, e mudam as necessidades, principalmente de necessidades. E isso acontece em nós mesmos. O amor é como uma planta, ele cresce a medida que regamos. E se não regamos, o que acontece? Ela seca, e morre. Em alguns casos, dá para salvar, mas em outros não.

Existe uma classe de pessoas chamada “os sortudos”, aqueles que amam, e mesmo amadurecendo, e crescido com o tempo, descobrem que o parceiro o acompanhou nessa evolução. Com a mesma intensidade, seguiram juntos na mesma direção, e com tudo isso, conseguem se renovar, renovar o amor. Mas descobri que o amor não acaba não meus caros, ele sai da nossa cabeça. Com o tempo, nossas defesas vão se desenvolvendo, a vida nos oferece novas possibilidades e oportunidades, capazes de nos fazer avançar e evoluir ainda mais nosso espírito. É da natureza humana avançar, pra quê medo? O sentimento não acaba, somos nós mesmos que ficamos casadinhos de tanto levar porrada, de tanto sofrer. Cansados de esperar atitudes que nunca virão, cansados da mesmice.

Mas Karlla, ele disse com todas as letras que me ama. Senta ai amiga, eu te amo, não diz tudo, desculpa. Somente dizer eu te amo não é necessário para sustentar uma relação. Amor nos transforma de uma forma incrível, muda a gente, põe nossa vida de ponta a cabeça. Junta pedaços, ateia chamas, cresce, amadurece.  O amor é um sentimento incrível, e mais incrível é seu poder transformador. Mas ele sozinho, não é capaz de fazer muita coisa. Para realmente funcionar como deve, deve se ter um mix de outros sentimentos concretos e sólidos, que vão ser a base para o principal.

E eu não vim aqui te desanimar, amor sozinho não sustenta nenhuma relação. Mas lembre, junto com companheirismo, fidelidade, lealdade, cumplicidade, amizade, e mais “n” sentimentos bons….o amor fica tão forte, quase eterno, imortal. Antes de amar, precisamos construir uma base sólida. Pensa em um prédio em construção tá? Mas não esqueça, as vezes, recomeçar é preciso! Recomeçar é começar de novo. É jogar fora, destruir, remover tudo que não foi bom, que não valeu a pena, que foi feito errado, e com o que sobrou, reconstruir. É fazer novas paredes, no lugar daquelas que os erros encheram de buracos e rachaduras.

Até as mais pequenas imperfeições no reboco tem que ser removidas, para que as novas estruturas possam ser sólidas.Para recomeçar, é preciso ter em mente que tudo que é bom deve ser refeito, revivido. Portas de liberdade, janelas de confiança, assentadas sobre tijolos de verdade e justiça. No teto, uma laje de carinho e perdão, para que possamos ficar ao abrigo das tempestades que a vida fatalmente traz. No chão, um piso seguro e sólido, feito de companheirismo e compromisso, será a base para caminhar de mãos dadas. Nada de querer aproveitar uma meia bancada, ou uma pintura esmaecida. Afinal, com a vida não se pode brincar. Lembrando apenas dos momentos em que os olhos falaram mais que as palavras, é preciso tomar o outro pela mão e trabalhar. É começar do zero, usando o único material que não se esgota. O amor.

O problema não está no amor. O ser humano não consegue ser feliz sozinho. Desistir de amar é deixar de lado uma parte fundamental da própria vida. Um dia, amar pode dar certo, vai por mim…

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