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Categoria: Contos da Ká

Não se pode desistir

Certo dia quando acordei, e os raios de sol invadiram a janela me incomodando ainda na cama, descabelada e desanimada, percebi que aquele era o dia. O dia de mudanças. Eu acordei com o “querer”. Queria novas experiências, queria viver melhor, queria me amar mais, queria me cuidar mais, queria viver coisas diferentes, queria me redescobrir. A única coisa que eu não podia, era desistir.

Tomei decisões que foram importantíssimas para o meu crescimento, para a minha evolução, e não me arrependo. Mas quem disse que eu não me amava gordinha? Amava sim! Mas isso me trouxe algumas frustrações, medos bobos, e doenças inesperadas. Então eu acordei com sede de mudança, fui lá, e mudei.

Emagreci, cortei o cabelo, mudei a cor, mudei de óculos, mudei de estilo, reciclei conceitos, trabalhei o espiritual. E o resultado, é uma mulher incrível. Mais pé no chão, mais segura, mais racional,  mais compreensiva, mais leve. Existem mudanças drásticas que nos fazem bem! A minha foi uma delas. Eu reavivei uma Karlla que estava morta à anos.

Mas o que eu quero com esse post? Nada demais. Só passar uma mensagem que eu precisei ouvir durante 2 anos seguidos para conseguir alcançar meus objetivos: NÃO SE PODE DESISTIR! Tente! Tente! Tente! Um dia você consegue. Os grandes feitos são conseguidos não pela força, mas pela perseverança.

Está infeliz consigo? MUDE! Não importa o que os outros pensem, ou falem. Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia! E, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.

Lembrem que todos os dias, Deus nos dá um momento em que é possível mudar tudo que nos deixa infelizes. O instante mágico é o momento em que um ‘sim’ ou um ‘não’ pode mudar toda a nossa existência.

 

Nunca desistir ok? Força meninas!

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Bullying: Desculpa, não temos roupa para você

rp_6un.jpg Hoje o assunto é um tanto delicado, e polêmico. Que dividi mares, e deixam profundas crateras negras no meu relacionamento com minhas leitoras. Mas senti a necessidade de hoje escrever isso, pela quantidade de emails que eu recebo de desabafos, reclamações da vida, e questionamentos.

Somos seres humanos e vivemos de fases, e etapas. A minha pior etapa foi no começo da adolescência, nos meus 14 anos. Época de sair com as amigas, de conhecer gente nova, de paquerar, e também obtive o poder de escolher o que vestir. Que fase. Todas as minhas amigas eram magrinhas, e eu? 96KG na época. Me sentia “a excluída”. Eu queria usar sainha, blusinhas tomara que caia, vestidinhos acinturados, e que coisa, eu queria usar shortinho jeans, assim como elas.

Sempre comprei minhas roupas de garimpos, ou mandava fazer. Aqui em Fortaleza, à uns 6 anos atrás, não existia lojas “plus size” com a qualidade de hoje. Eram todas no mesmo padrão, batas para esconder a barriga, vestidos enormes. Como devia se vestir uma garotinha de 14 anos? Era um pouco difícil de encontrar algo para uma gordinha fashion usar. Por muitas vezes chorei, pois eu queria ser uma garota normal, e usar as roupinhas da moda, como minhas amiguinhas da escola. Comecei a garimpar, garimpar, e até que achava coisas legais em lojas de departamento. Até meus 16 anos foi menos complicado, pois eu vestia 48. Mas a partir dos 16, minha guerra contra o peso começou. Eu cheguei a pesar 122KG, e passei a vestir 52.

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