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O amor não acaba, devemos sempre recomeçar

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Estava eu aqui refletindo sobre tudo que aconteceu na minha vida nesses últimos meses. E hoje posso dizer que me sinto forte para falar sobre isso sem lágrima nos olhos, sem que meu coração arda. Aliás, se reconstruir, se reinventar, é preciso.

Alguns anos da minha vida foram dedicados à uma pessoa muito especial, no qual aceitei o pedido de casamento. Era um amor tão real, tão puro, tão intenso, daqueles amores que a gente acha que vai ser pra sempre sabe? Pois é, sinto informar que nada é pra sempre, e que o pra sempre, sempre acaba!

Tive bons momentos, momentos inesquecíveis, nos quais aprendi, e amadureci. Tanto espiritualmente, como mentalmente. O amor amadurece sim, sabe? Leva um tempinho, é quase como um trabalho pesado, e exige tempo e força, mas amadurece. E com ele nós também amadurecemos, criamos outra forma, despertamos outros gostos e desejos que nem sabíamos que existia, mas mesmo assim, amadurece. E fica tudo-mais-gostoso, de fato… Porque a gente se descobre de novo, porque a gente começa a viver de novo e principalmente a enxergar de novo. Só que tudo mais bonito, mais claro, mais vivo. Uma hora o amor amadurece. É simples, todos vão passar por isso um dia.

Hoje fiquei me questionando: onde se encontra todo amor que um dia eu dei? Ele está aqui! Isso mesmo! No mesmo canto, mas não do mesmo jeito. Li um texto da Martha Medeiros que me fez refletir muito no amor, e nas suas questões complicadas. Depois que ele terminou comigo, passei três dias chorando direto. Não dormia, comia demais e engordei quatro quilos, e só pensava em chorar. A sensação era de “eu fiz pouco demais por nós dois”. Pelo contrário, usei tudo que estava ao meu alcance para que essa história tivesse um final feliz.

Você deve ter ficado chocado com o título né? “Mas como assim o amor não acaba”? Não, o amor não acaba! Nós que mudamos nosso ponto de vista, mudamos a forma que compreendemos, encaramos, e enxergamos o mundo. As pessoas não vão mudar a sua essência, mas mudam muito os sonhos, e mudam as necessidades, principalmente de necessidades. E isso acontece em nós mesmos. O amor é como uma planta, ele cresce a medida que regamos. E se não regamos, o que acontece? Ela seca, e morre. Em alguns casos, dá para salvar, mas em outros não.

Existe uma classe de pessoas chamada “os sortudos”, aqueles que amam, e mesmo amadurecendo, e crescido com o tempo, descobrem que o parceiro o acompanhou nessa evolução. Com a mesma intensidade, seguiram juntos na mesma direção, e com tudo isso, conseguem se renovar, renovar o amor. Mas descobri que o amor não acaba não meus caros, ele sai da nossa cabeça. Com o tempo, nossas defesas vão se desenvolvendo, a vida nos oferece novas possibilidades e oportunidades, capazes de nos fazer avançar e evoluir ainda mais nosso espírito. É da natureza humana avançar, pra quê medo? O sentimento não acaba, somos nós mesmos que ficamos casadinhos de tanto levar porrada, de tanto sofrer. Cansados de esperar atitudes que nunca virão, cansados da mesmice.

Mas Karlla, ele disse com todas as letras que me ama. Senta ai amiga, eu te amo, não diz tudo, desculpa. Somente dizer eu te amo não é necessário para sustentar uma relação. Amor nos transforma de uma forma incrível, muda a gente, põe nossa vida de ponta a cabeça. Junta pedaços, ateia chamas, cresce, amadurece.  O amor é um sentimento incrível, e mais incrível é seu poder transformador. Mas ele sozinho, não é capaz de fazer muita coisa. Para realmente funcionar como deve, deve se ter um mix de outros sentimentos concretos e sólidos, que vão ser a base para o principal.

E eu não vim aqui te desanimar, amor sozinho não sustenta nenhuma relação. Mas lembre, junto com companheirismo, fidelidade, lealdade, cumplicidade, amizade, e mais “n” sentimentos bons….o amor fica tão forte, quase eterno, imortal. Antes de amar, precisamos construir uma base sólida. Pensa em um prédio em construção tá? Mas não esqueça, as vezes, recomeçar é preciso! Recomeçar é começar de novo. É jogar fora, destruir, remover tudo que não foi bom, que não valeu a pena, que foi feito errado, e com o que sobrou, reconstruir. É fazer novas paredes, no lugar daquelas que os erros encheram de buracos e rachaduras.

Até as mais pequenas imperfeições no reboco tem que ser removidas, para que as novas estruturas possam ser sólidas.Para recomeçar, é preciso ter em mente que tudo que é bom deve ser refeito, revivido. Portas de liberdade, janelas de confiança, assentadas sobre tijolos de verdade e justiça. No teto, uma laje de carinho e perdão, para que possamos ficar ao abrigo das tempestades que a vida fatalmente traz. No chão, um piso seguro e sólido, feito de companheirismo e compromisso, será a base para caminhar de mãos dadas. Nada de querer aproveitar uma meia bancada, ou uma pintura esmaecida. Afinal, com a vida não se pode brincar. Lembrando apenas dos momentos em que os olhos falaram mais que as palavras, é preciso tomar o outro pela mão e trabalhar. É começar do zero, usando o único material que não se esgota. O amor.

O problema não está no amor. O ser humano não consegue ser feliz sozinho. Desistir de amar é deixar de lado uma parte fundamental da própria vida. Um dia, amar pode dar certo, vai por mim…

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